Ânima busca ser maior operadora de educação continuada em saúde

13 de agosto de 2019 - 15h18
Segmento: Empresas
Fonte: Lopes Filho

A Ânima Educação apresentou prejuízo de R$ 6,8 milhões no segundo trimestre. Segundo Mariana Ferraz, analista da Eleven Financial, um dos motivos é que as novas unidades do segmento de ensino ainda estão em estágio inicial de operação e devem alcançar sua maturidade em aproximadamente 3 ou 4 anos. “Mas a educacional continua atenta a novas oportunidades de M&A, que priorizem de cursos de medicina ou saúde”, afirmou.

Mostrando que o conceito da vertical de saúde está cada vez mais evidente em sua estratégia, a Ânima adquiriu a Ages em agosto. A adquirida tem potencial para atingir cerca de 1,3 mil alunos de medicina, que, somados aos potenciais 2,6 mil alunos da companhia, irão se aproximar de 3,9 mil. Segundo a analista, o modelo tende a ser replicado em Odontologia e Medicina Veterinária. “Em um negócio cuja modelagem de valor é muito calcada na perenidade e no longo prazo, definitivamente a Ânima muda o seu prêmio de risco e melhora substancialmente sua perpetuidade”, disse.

De acordo com Ferraz, a intenção da Ânima é se posicionar como a principal operadora de educação continuada da saúde no Brasil.

No semestre, o montante reservado para investimentos e reinvestimentos totalizou R$ 68,3 milhões, aumento de 2,9 pontos percentuais. Mas, do total, R$ 26,1 milhões são para o amadurecimento das unidades abertas entre julho de 2016 e janeiro de 2019, como a criação de laboratório e as ampliações de salas de aulas.

No período, a Ânima teve uma receita líquida de R$ 567,3 milhões, crescimento de 4,7% em relação com o mesmo período do ano passado. Também as despesas corporativas e administrativas totalizaram R$ 112,6 milhões, uma melhora de 0,5 ponto percentual.

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