Banco do Brasil: avanço financeiro e novo guidance

08 de novembro de 2019 - 10h00
Segmento: Empresas
Fonte: Lopes Filho

O Banco do Brasil apresentou receitas com serviços de R$ 7,5 bilhões no terceiro trimestre, expansão de 8,7% em 12 meses. Destaque para o desempenho das atividades de administração de fundos (+11%); seguros, previdência e capitalização (+36%); conta corrente (+7%) e mercado de capitais (+25%). Em relação às despesas gerais, elas alcançaram de R$ 7,7 bilhões, crescimento de 1,5%, refletindo os esforços do banco em melhorar a sua eficiência. No âmbito operacional, a carteira de crédito expandida totalizou R$ 687 bilhões em setembro, queda de 0,7%, o que reafirma nossa visão de avanço mais robusto e continuação da liderança das instituições privadas na atividade de crédito. Dentro do segmento, o destinado para pessoa física cresceu 9%, favorecido pelo consignado, empréstimo pessoal e financiamento imobiliário. Quanto ao guidance para 2019, o BB fez alterações. Agora o lucro líquido recorrente projetado passou para o intervalo de R$ 16,5 bilhões a R$ 18,5 bilhões, ante R$ 14,5 bilhões a R$ 17,5 bilhões. A carteira de crédito continuou no intervalo de variação de -2% a 1%, mas a linha de rural foi alterada para 0,5% a 3%, ante 3% a 6%. No trimestre, a companhia reportou um lucro de R$ 4,5 bilhões, aumento de 33,5%. Com isso, a instituição distribuirá JCP no montante de R$ 1 bilhão, o que representa R$ 0,3650 por ação. O pagamento será feito no dia 29, sendo que será utilizada como base a posição acionária do dia 21 e as ações serão negociadas ex-JCP a partir do dia 22. Ainda, antes da divulgação do resultado, a empresa informou que celebrou acordo vinculante para formação de uma parceria estratégica com o suíço UBS para atuar em atividades de banco de investimentos e corretora na América do Sul. A sociedade terá seu capital social dividido à proporção de 50,01% para o UBS e 49,99% para o Banco do Brasil. A iniciativa é positiva e cria oportunidades de ampliação da atuação de ambos os bancos no mercado de capitais em um momento em que sua atratividade é crescente.

 

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