Banco Pan: com follow-on, participação da Caixa pode ser reduzida a 33%

09 de setembro de 2019 - 17h51
Segmento: Empresas
Fonte: Lopes Filho

O Banco Pan informou hoje a aprovação das ofertas públicas de distribuição primária e secundária de, inicialmente, 115 milhões de ações preferenciais. Segundo o banco, a oferta irá compreender a distribuição pública primária de 57,5 milhões de novas ações preferenciais e a distribuição pública secundária no mesmo montante em posse da CaixaPar.

Além das ações inicialmente previstas, poderá haver um lote adicional de até 20% da oferta (23 milhões de ações preferenciais). Desse montante, 11,5 milhões serão alienados pela CaixaPar nas mesmas condições inicialmente ofertadas.

Na visão de Tatiana Brandt, analista da Eleven Financial, a oferta é positiva para o banco, pois, contribui para a sustentação do processo de crescimento das operações do Banco Pan e aumenta o free float de ações, dando oportunidade para a entrada inclusive de acionistas institucionais.

De acordo com Brandt, a CaixaPar pode ter a sua participação no capital do Pan reduzida dos atuais 41,7% para até 33,6%, contando com o lote adicional e desconsiderando o aumento de participação do BTG Pactual, dado que o Banco Pan mencionou a exclusão do direito de preferência do controlador. “Nesse contexto, o free float passaria de 16,6% atualmente para 27%, passando a estar adequado à norma de manutenção pelas companhias de capital aberto de no mínimo 25% do total de suas ações em livre circulação”, completou.

O preço da oferta será definido via procedimento de bookbuilding, que se iniciou hoje e irá se encerrar no dia 19.

Os recursos decorrentes da oferta de ações serão alocados para expansão dos negócios do Banco Pan, principalmente nas áreas de crédito, financiamento e comercial. Segundo a analista, o Pan passou por um processo de reestruturação ao longo dos últimos anos, tendo reajustado sua estrutura e estratégia. “O foco está nas atividades core, crédito consignado, financiamento de veículos e cartão de crédito”, disse.

O follow-on ainda está condicionado à aprovação do Banco Central.

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