Cosan: mostrando resiliência

13 de agosto de 2019 - 10h00
Segmento: Empresas
Fonte: Lopes Filho

O resultado da Cosan do 2T19 veio abaixo das nossas expectativas em termos de EBITDA principalmente devido ao atraso da colheita de cana de açúcar que impactou negativamente o EBITDA da Raízen Energia. Ainda assim, a companhia se mostrou mais eficiente que seus competidores tanto no segmento de açúcar e etanol quanto no ode distribuição de combustível. Na Raízen energia, o maior volume de chuvas atrasou o início das operações da safra 2019/20, que totalizou 21 milhões de toneladas (-7%) no 2T19. A produtividade média do canavial foi de 9,4 kg ATR/ha (-2%), resultado da maior diluição de sacarose na cana. A produção de açúcar equivalente foi de 2,4 milhões de toneladas (-11%), com foco na maximização da produção do etanol (51% do mix). Na Raízen combustível, o EBITDA foi positivamente afetado pelo aumento de volume (+8%) e aumento dos preços médios, parcialmente compensados pela perda de estoque devido ao ajuste de preços feito pela Petrobras em junho. Assim, o EBITDA atingiu R$ 565 mm (+4,5% a/a), ou R$ 85/m³, (vs R$ 88/m³ no 2T18 e R$111/m³ no 1T19). Vale destacar o crescimento de 10% no volume vendido de diesel em relação em 2T18, o dobro do crescimento do mercado, resultando num ganho de quase 1pp de Market Share. No consolidado, a receita atingiu R$ 17,7 bilhões (+31% a/a). O EBITDA atingiu R$ 1,2 bilhões (+14% a/a).

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