De olho na Abertura da Bovespa

10 de setembro de 2019 - 10h00
Segmento: Mercados
Fonte: Lopes Filho

Os índices futuros americanos têm queda e as bolsas europeias sobem mesmo com os impasses do Brexit. O Parlamento do Reino Unido rejeitou ontem o pedido do primeiro-ministro Boris Johnson para antecipar as eleições sobre um possível adiamento ou a realização da saída da UE no dia 31 de outubro. O cumprimento desse prazo impediria que fosse feito um acordo, pois não haveria tempo para isso. Mas Johnson já rejeitou pedir um adiamento para o Brexit. Na China, o índice de preços ao produtor sofreu uma contração de 0,8% em agosto ante o mesmo mês do ano passado, a maior desde agosto de 2016. No radar, estão o evento de lançamento dos novos modelos do iPhone e a divulgação dos estoques de petróleo pelo API.

O S&P 500 futuro tem queda de 0,15% e o Euro Stoxx sobe 0,04%. As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira após dados mostrarem que os preços ao produtor da China sofreram sua maior contração em três anos. Os contratos futuros do petróleo sobem, reagindo a comentários do novo ministro de Energia da Arábia Saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, que prometeu ontem manter a atual política da Opep de cortes na produção.

O mercado local deve acompanhar a primeira sessão de discussão, em primeiro turno, da reforma da Previdência pelos senadores. Com relação à outra reforma, a tributária, o governo cogita apresentar o texto diretamente aos relatores das propostas na Câmara e no Senado, em vez de protocolar uma PEC. A equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, trabalhará em três frentes: a criação do IVA, a desoneração da folha de pagamentos e as mudanças no imposto de renda. A nova CPMF, que deve ser chamada de Imposto sobre Transações Financeiras, teria uma alíquota inicial de cerca de 0,4%, aumentando gradualmente até que chegue a 1%, arrecadando os cerca de R$ 200 bilhões, equivalentes às contribuições sobre salários pagas pelas empresas em 2017. Ainda, o Ministério da Economia está estudando uma forma de quebrar o monopólio da Caixa na gestão do FGTS para aumentar o retorno aos trabalhadores. Na agenda, além da discussão da PEC da Previdência, tem a primeira prévia do IGP-M de setembro

Segundo a nossa equipe de análise gráfica,  sem alterações, segue com resistência nos 104.200. Vindo a superar este ponto seguiria em alta, de olho nos 104.800 e posterior aos 105.690. Do lado da correção, tem apoio importante em 102.250.

Lembramos que o Ibovespa é um índice, ou seja, reflete apenas o comportamento misturado das ações líderes, de modo que as análises individuais devem ser observadas no módulo de Análise Gráfica.

Bom dia e bons negócios!

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