De olho na Abertura da Bovespa

14 de janeiro de 2020 - 09h58
Segmento: Mercados
Fonte: Lopes Filho

As bolsas em Nova York operam em queda, apesar da intenção de trégua na tensão comercial entre EUA e China. O acordo comercial que deve ser assinado amanhã incluirá compromissos chineses de comprar US$ 200 bilhões em produtos americanos em um período de dois anos e não desvalorizar artificialmente o yuan, o que foi confirmado horas após o país ter sido retirado da lista de manipuladores de moeda pelos americanos. A redução das tensões permitiu que, em dezembro, as exportações chinesas aumentassem 7,6% na comparação anual, revertendo o declínio de 1,1% observado em novembro e superando a previsão do mercado, de alta de 4%, segundo o BDM. No acumulado de 2019, as exportações cresceram 0,5%, ritmo mais lento em três anos. Já as importações dispararam 16,3% no mês passado, acima do esperado (+9%), reduzindo o superávit comercial para US$ 46,79 bilhões. No ano passado, os bens importados registraram queda de 2,8%. Na agenda americana, tem o início da temporada de resultados com JPMorgan, Citigroup e Wells Fargo, além dos dados da inflação ao consumidor de dezembro.

O S&P 500 futuro opera em queda de 0,33% e o Euro Stoxx cai 0,41%. Já as bolsas asiáticas fecharam sem direção única, com algumas realizando lucros e outras estendendo ganhos com a expectativa de que o acordo comercial seja assinado por EUA e China amanhã. Também os futuros do petróleo sobem, à espera da pesquisa semanal do API sobre estoques de petróleo bruto e derivados americanos.

O mercado local está dividido quanto à próxima decisão do Copom para a Selic. A curva de juro a termo reduziu para 43% a chance de corte da taxa em 25 pontos base, mostrando leve vantagem para a possibilidade da sua manutenção em 4,5%. Ainda, o ministro da Economia, Paulo Guedes, desembarcou ontem em Brasília após 10 dias de férias, e disse que retomará a agenda de reformas. Segundo Guedes, a administrativa será encaminhada à Câmara entre o final deste mês e o início de fevereiro, quase simultaneamente com a reforma tributária. Na agenda, tem a coletiva de imprensa com os secretários da Fazenda, Waldery Rodrigues, e de Política Econômica, Adolfo Sachsida, para comentar o Boletim Macrofiscal e Panorama Macroeconômico.

Às 09h57, o Ibovespa futuro registrava queda de 0,26%.

Segundo a nossa equipe de análise gráfica, o Ibovespa voltou a subir ontem após 6 sessões de baixa. Tem primeiro objetivo de alta nos 117.700 e acima encontraria gap para fechar nos 118.220. Já do lado inferior, o suporte passa em 115.600 e abaixo nos 114.900.

Lembramos que o Ibovespa é um índice, ou seja, reflete apenas o comportamento misturado das ações líderes, de modo que as análises individuais devem ser observadas no módulo de Análise Gráfica.

Bom dia e bons negócios!

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