Inflação nos EUA

13 de março de 2018 - 16h45
Segmento: Mercados
Fonte: Lopes Filho

Nos EUA continuamos monitorando os indicadores da economia na expectativa sobre o melhor timing para o Fed elevar a taxa de juros de curto prazo, o Fed Fund. Atualmente esta taxa se encontra em 1,25% a 1,50% e cresce a possibilidade de um ajuste de 0,25 ponto percentual já na reunião dos dias 20 e 21 de março. Depois, a dúvida é saber se teríamos mais dois ou três ajustes ainda neste ano, com a taxa chegando a 2,50% ou 2,75%.

Nesta terça-feira, o CPI de fevereiro acabou num comportamento “mais brando”, a 0,2% mensais, depois de 0,5% em janeiro. Em 12 meses passou de 2,1% para 2,2%, com o núcleo (excluindo alimentos e energia) registrando 1,8% em 12 meses e 0,2% no mensal. A contribuir para esta desaceleração mensal, as quedas nos preços da gasolina e a “moderação” no custo dos aluguéis.

Para março, retirando uma forte queda recente das tarifas de energia, o núcleo deve dar uma “repicada”, devendo registrar algo em torno de 2,0%. A consultoria Capital Economic, por exemplo, aponta o núcleo anualizado, na média móvel em três meses, devendo atingir 3,1%, o maior nível em nove anos.

Lembremos que nesta quarta-feira será divulgado o PPI de fevereiro e a previsão mensal é de algo em torno de 0,1%. Estejamos atentos, no entanto, ao PCE, indicador de gastos do consumidor, muito usado pelo Fed para balizar a política de juros.

Em suma, com a taxa em 12 meses acima de 2,0%, as condições para o ajuste do Fed Funds estão dadas.

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