IRB Brasil Re: Movimentos que não mudam a tese

11 de julho de 2019 - 11h32
Segmento: Empresas
Fonte: Lopes Filho

É sabido pelo mercado que Caixa, Banco do Brasil (BB) e a União desejavam desinvestir de diversos ativos e o IRB Brasil RE estaria nesta lista. Em fevereiro, a Caixa levantou R$ 2,5 bilhões vendendo sua participação na resseguradora e, agora, BB e União, que detêm 15,2% e 11,7% respectivamente, anunciaram uma oferta de esforços restritos (CVM 476) para se desfazerem de suas ações. Juntos, os dois acionistas vão alienar 83.978.450 ações ordinárias, sendo 47,5 milhões de titularidade do BB e 36,5 da União Federal. Considerando o preço de fechamento do dia 10/07, a oferta de ações poderá chegar a R$ 8,5 bilhões.

A oferta, terá início hoje (11/07), se encerrando no dia 18/07, quando será fixado o preço por ação. Por ser uma oferta de esforços restritos, está limitada a apresentação para, no máximo, 75 investidores profissionais e a alocação de até 50 destes investidores. Estes limites não se aplicam aos investidores estrangeiros que, assim como no IPO, deverão ficar com a maior parte da oferta subsequente. Para que a oferta se concretize, o acordo de acionistas será rescindido e os acionistas remanescentes, Itaú, Bradesco e FIP Caixa Barcelona, assinaram um acordo de lock-up de 180 dias, não podendo negociar suas ações durante este período.

Assim como bancos, seguradoras e resseguradora eram obrigadas a ter controle definido segundo exigências da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). Porém, na semana passada a Susep anunciou à mudança na circular 589 e, na última segunda-feira (08/07) a CNSP divulgou no Diário Oficial da União a liberação para que o IRB Brasil RE se torne uma corporation. Apesar das autorizações já anunciadas, o follow on ainda está condicionado à aprovação da alteração no controle social do IRB Brasil Re por parte da SUSEP.

A simples expectativa desta venda das participações de BB e Governo Federal, já estavam provocando instabilidade em IRBR3. Em nossa opinião, esta reestruturação societária é benéfica para o IRB Brasil RE, pois simplifica sua estrutura decisória que, sem o Governo ou bancos públicos, tornará a companhia mais ágil e com melhor estrutura de governança. Com os negócios do IRB ganhando cada dia mais complexidade, principalmente em relação à expansão geográfica, a agilidade na tomada de decisão é imprescindível. Com apenas Itaú e Bradesco no controle, acreditamos que o IRB Brasil RE se tornará uma empresa melhor e, finalmente, privada.

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