Oi: UnderPressure

03 de dezembro de 2019 - 17h00
Segmento: Empresas
Fonte: Lopes Filho

A Oi, que postergou a divulgação do seu resultado, apresentou um prejuízo de R$ 5,7 bilhões no terceiro trimestre. Além dos fatores operacionais que contribuíram para isso, a desvalorização do real em relação ao dólar levou a um resultado cambial líquido negativo de R$ 645 milhões e a uma piora em outras despesas. Para voltar a crescer, um dos pilares é o B2B. Mas o segmento tem sido penalizado pelo desuso do serviço de voz e pela redução das tarifas de interconexão. Com isso, totalizou R$ 1,4 bilhão de receita, queda de 8% em comparação ao mesmo período do ano passado. Assim, a busca é por mudar o posicionamento e, por isso, foi desenvolvido um produto com foco na integração de soluções de TI. O segmento residencial também foi penalizado pelo desuso da telefonia fixa e pela competição dos players regionais de internet. A divisão somou uma receita de R$ 1,8 bilhão, recuo de 13,5%. Para essa frente, a estratégia é de crescimento na oferta da fibra ótica, serviço de maior margem e demanda crescente, utilizando a técnica de reuso de rede, o que confere maior agilidade e menores custos. Apesar da readequação da estratégia comercial e dos investimentos direcionados para segmentos com melhores perspectivas de rentabilidade, mantemos outlook negativo para a companhia, devido ao resultado operacional deteriorado, à exposição cambial e à necessidade de investimentos crescentes.

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