Paralisação de atividades é negada e Vale mantém projeção de vendas

10 de julho de 2019 - 16h21
Segmento: Empresas
Fonte: Lopes Filho

A Vale informou que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais indeferiu os pedidos de suspensão das atividades e intervenção judicial devido aos danos decorrentes do rompimento da barragem de rejeitos do Córrego do Feijão, em Brumadinho. Segundo o Tribunal, os pedidos foram indeferidos visto que existem garantias suficientes para ressarcir os danos.

Além disso, o Tribunal manteve o bloqueio de R$ 11 bilhões da Vale. Entretanto, autorizou a substituição do valor de R$ 5 bilhões por outras garantias financeiras, como fiança bancária, seguro garantia e investimentos à disposição do juízo, em adição à substituição do valor de R$ 500 milhões previamente aprovada.

De acordo com fato relevante da Vale, a decisão reconheceu sua cooperação, inclusive financeira, com todas as ações requeridas em juízo durante audiências de conciliação realizadas com os órgãos do sistema de Justiça.

Recentemente as operações da mina de Brucutu foram paralisadas parcialmente também devido ao rompimento da barragem em Brumadinho. No ano, as projeções da Vale sobre a venda de minério de ferro e pelotas era de 307 milhões a 332 milhões de toneladas e, após a suspensão das atividades da mina, a maior da companhia em Minas Gerais, o diretor-executivo de Relações com Investidores, Luciano Siani Pires, disse que a expectativa ainda é de as vendas se aproximarem do centro dessa faixa.

Em relação ao projetado antes do rompimento da barragem, o estrategista-chefe da Eleven Financial, Adeodato Netto, estima que a tragédia em Brumadinho pode reduzir o volume total entre 12% e 14%.

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