Termômetro do Mercado: EUA, China, Petrobras, Varejo...

15 de janeiro de 2020 - 10h38
Segmento: Mercados
Fonte: Lopes Filho

A agenda está cheia de eventos importantes nesta quarta-feira (15), com destaque para a assinatura da “Fase 1” do acordo comercial entre Estados Unidos e China. A fase preliminar da negociação pode impulsionar os negócios, entretanto, o otimismo foi prejudicado por comentários do secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, a respeito da manutenção das tarifas a produtos chineses até a conclusão de uma "Fase 2" do acordo comercial.

Ainda no exterior, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) merece atenção, pois divulgará à tarde o Livro Bege, com as perspectivas para a economia dos EUA.

Internamente, as vendas do varejo brasileiro cresceram 0,6% na passagem de outubro para novembro (na série livre de influências sazonais), a sétima taxa positiva consecutiva. Em relação a novembro do ano passado, houve crescimento de 2,9%, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com nosso time de analistas, os números demonstram um movimento de recuperação do consumo desde meados do ano passado.

Este crescimento apareceu no desempenho das ações de empresas de varejo e consumo sob nossa cobertura, que apresentaram valorização média de aproximadamente 56%, ante 32% para o Ibovespa em 2019. Para este ano a perspectiva continua favorável para o setor, pois estimamos uma recuperação dos fundamentos da economia (em função da melhora de indicadores macro), bem como uma melhora dos resultados, seja por meio da aumento de vendas das mesmas lojas (SSS), margens EBITDA ou lucro líquido.

Ainda no campo corporativo, Petrobras concluiu a venda da fatia de 50% que detinha na Petrobras Oil & Gas B.V. (PO&GBV) para a Petrovida Holding. Com a venda, a empresa passa a ser uma joint venture entre a Petrovida e o BTG Pactual E&P B.V., cada um com metade das ações. A transação teve valor ajustado para US$ 1,454 bilhão com a dedução da parcela da Petrobras do pagamento de taxas ao governo da Nigéria para a aprovação da transação e pela incidência de juros sobre o preço total, de US$ 1,530 bilhão. Com a conclusão do negócio, a Petrobras encerra as atividades operacionais na África.

Já a Cemig informou que não há decisão tomada sobre a venda de fatia da empresa na Aliança Energia. Os esclarecimentos vêm após a imprensa nacional informar que a Vale negocia a compra de ações da empresa, na qual a mineradora já detém participação de 55%. Os 45% restantes são da Cemig e estão avaliados em, no mínimo, R$ 2 bilhões.

Você conseguiu assistir ao Morning Call, ao vivo, hoje? Não? Então, aperte o play e veja a gravação do programa com nosso sócio analista Raphael Figueredo (o Rafi).

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