Termômetro do Mercado: Um olho nos resultados, outro no dólar

14 de fevereiro de 2020 - 11h15
Segmento: Mercados
Fonte: Lopes Filho

O surto de coronavírus continua em foco, mas, hoje, divide a atenção dos investidores com importantes indicadores de atividade econômica ao redor do mundo. Internamente, a valorização do dólar sobre o Real permanece no debate, enquanto a temporada de balanços pauta os negócios na Bolsa em um dia que os principais mercados globais buscam a recuperação.

Conforme o Broadcast, um segundo leilão consecutivo de US$ 1 bilhão em swap tradicional (que corresponde a uma venda de moeda no mercado futuro) e o dólar fraco em meio a um apetite moderado por risco no exterior podem amparar o alívio no câmbio interno. O dólar à vista caiu para R$ 4,33, contrariando a queda externa ontem, depois de saltar a R$ 4,38 e forçar o Banco Central a intervir.

Na B3, a temporada de resultados tem o reforço de Usiminas, BTG, entre outros, que também contribuem para dar o tom dos negócios. Na véspera, o Ibovespa caiu 0,87%, aos 115.662 pontos, em parte, devido à saída de capital em busca de mercados mais seguros. A ação da siderúrgica, porém, registrou alta de mais de 4%, puxada pela expectativa dos investidores com a divulgação dos resultados, nesta manhã.

De acordo com a companhia, o lucro líquido somou R$ 268 milhões no quarto trimestre de 2019, queda de 33% sobre o mesmo período de 2018. O resultado, contudo, reverteu prejuízo de R$ 139 milhões observado no terceiro trimestre do ano passado. Já em todo 2019, a siderúrgica lucrou R$ 377 milhões, um recuo de 55% em relação a 2018. A receita líquida no quarto trimestre subiu 13% para R$ 3,87 bilhões. No ano, siderúrgica faturou R$ 14,94 bilhões, o que representou alta de 9% em relação a 2018.

Já o BTG informou ter tido lucro ajustado de R$ 1,010 bilhão no quarto trimestre, alta de 42,0% em relação a um ano antes. Em 2019, o BTG lucrou R$ 3,833 bilhões, avanço de 39,8%. A receita total atingiu R$ 2,486 bilhões, alta de 60,5% e 13,8%, respectivamente. Os ativos sob gestão e administração chegaram a R$ 273 bilhões, crescimento de 7,5% no trimestre e de 31,6% no ano.

De volta à agenda econômica, há pouco, o Banco Central informou que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) mostrou crescimento 0,89% no ano passado em relação a 2018. Se confirmado, esse será o terceiro ano seguido de expansão econômica, mas representará desaceleração frente ao ritmo registrado em 2018 (+1,3%).

O indicador foi criado para antecipar tendências para o Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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